sexta-feira, 5 de setembro de 2014

...and she said YES!


15 dias. Faltam 15 dias para "O" dia. 15 dias e a vida muda. E vai ser tão bom.
15 dias e juro que sinto o coração a querer saltar-me pela boca.
15 dias e já não durmo, nem penso noutra coisa.
15 dias e tentar não ter um colapso nervoso entretanto.
15 dias e mudanças ainda por fazer.
15 dias e tanto material por acabar e por imprimir.
15 dias para começarmos a nossa família.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Do talento ou da falta dele


Às vezes olho à minha volta e vejo-me rodeada de pessoas talentosas. Com um jeito abismal para uma coisa (e, por vezes, mais do que uma) que a mim me parece sempre tão complexa e que acaba sempre por me fascinar. O meu irmão, por exemplo, tem um talento tremendo para tudo o que envolva computadores e tecnologias (e não, não estudou informática nem nada que se pareça) e para as ciências - bichos e plantas é com ele. Tenho amigas de economia com um jeitaço para o marketing. Tenho amigas dadas à culinária, dadas à arte, dadas à música, dadas à moda, com talentos que se vêem a milhas. Estar, quase diariamente, diante de pessoas com tanto talento e tanto potencial faz-me muitas vezes duvidar de mim... Elas com tanto jeito para coisas, aos meus olhos, tão complexas e eu sem nenhum talento particular, sem nada que, à primeira vista, me distinga dos demais.

Julgo que se poderia dizer que o meu talento é escrever. Mas será mesmo um talento? É que, melhor ou pior, toda a gente sabe escrever. Sempre disse, desde pequena e depois de me passar a panca do querer ser bailarina-veterinária-professora, que queria ser escritora. Não por achar que seria famosa ou rica mas porque sempre adorei ler, li centenas de livros quando era criança/adolescente e mesmo agora, embora não com tanta frequência quanto desejaria, continuo a ler sempre que posso. Os livros sempre foram um escape, uma maneira de conhecer outros sítios, outras vidas (ainda que fictícias), outras formas de pensar e outras realidades. Os livros eram uns amigos, uma companhia e, de forma mais ou menos consciente, sempre me senti grata aos autores dos livros que me foram acompanhando por me permitirem ter essa sensação de escape e poder proporcionar a outros esse tipo de experiências foi o que me levou a sempre ter querido ser escritora. A isso aliou-se o gosto pela escrita que sempre funcionou para mim como uma catarse, sempre foi uma parte importante da minha rotina - perdi a conta à quantidade de diários que escrevi em miúda - e que sempre me serviu de alavanca à criatividade.

Mas questiono-me tantas e tantas vezes se isto será um talento, se será realmente o meu talento ou se, pelo contrário, não o é de todo. Porque tenho tanto para dizer, tanto para contar que me sinto muitas vezes assoberbada e as palavras não fluem no teclado ou na caneta como fluem na minha cabeça ou quando fecho os olhos. E são estes bloqueios, demasiado frequentes, que me fazem muitas vezes questionar se este talento poderá mesmo vir a ser o meu. Se não for não vou saber o que fazer. Se não for este o meu talento, não me vai sobrar mais nada.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Da arte do desapego



Cada vez mais me apercebo que há uma certa arte no desapego, no deixar partir aquilo (ou aquele(s) ) que não nos faz(em) bem. É algo que se treina, que se pratica e que, com o hábito, se aperfeiçoa. Eu, que sempre fui agarrada a tudo na minha vida - das pessoas às coisas - tenho percebido que me é cada vez mais fácil descartar o que é supérfluo, o que está a mais, as pedras no sapato desta vida. Perceber que não preciso que cada uma das pessoas com quem convivo diariamente faça parte da minha vida privada e ter a capacidade de virar costas a quem não interessa, a quem vive afogado em inveja e pronto a magoar o próximo, assim, sem motivo aparente. Em dois anos, esta arte, a do desapego,  já me levou a deixar ir duas pessoas que até então eram peças importantes na minha vida e, estranhamente, embora com menos gente, a minha vida ficou mais preenchida. Mais preenchida de carinho, mais preenchida de certezas de não precisar de muito para ter muito.
Esta arte do desapego é a arte do não querer saber. Ou por outra, do só querer saber do que nos faz bem.
É a arte de crescer.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Uma semana de Rufus



Ainda me custa a acreditar que seja verdade, mas aconteceu. Na semana passada abandonaram este fofinho à porta do meu trabalho. Era tão pequenino que cabia numa palma de uma mãe e ainda nem tinha os olhos abertos.
Adoptei-o assim que olhei para ele.
Na primeira consulta, a veterinária não conseguiu dizer que raça irá ser ou que porte irá ter. Na próxima terça volta lá e pode ser que já haja novidades.
Para já tem de beber leite pelo biberão, de três em três horas, e não me deixa dormir de noite. Mas depois olho para ele e esqueço as noites em claro.
Chama-se Rufus, abriu os olhos no domingo, pesa pouco mais de 650 gramas e é o cão mais fofinho de que há memória.
Sê bem-vindo à família, pequenote!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Das amizades de uma vida



O fim das minhas séries "de sempre" tem sempre este efeito em mim. Um misto de melancolia, tristeza e de "já acabou? e agora?".
Habituamo-nos às personagens, aos ambientes, às histórias... Pelo menos comigo é assim que funciona.
Ontem vi o último episódio de How I Met Your Mother. Nove temporadas nove anos depois foi impossível não me identificar com aquele grupo de cinco amigos. E foi impossível não colar as vidas daqueles cinco à minha vida e ao meu grupo de amigos.
Fiquei na cama, a dar voltas e voltas, e a pensar se a vida nos ia acabar por afastar uns dos outros e percebi que isso só acontece se deixarmos. A vida somos nós que a fazemos e acho que temos um acordo tácito de estarmos sempre disponíveis uns para os outros, quanto mais não seja nos grandes momentos. Foi com este pensamento, e de coração quente, que ontem adormeci.

You've got to be there for the big moments.


terça-feira, 1 de abril de 2014

S. Pedro, este post é para ti

Quem está farta de chuva??? EUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU (e toda a gente!)!


Até sou uma pessoa que convive bem com a chuva. Aliás, até sou uma pessoa que gosta de chuva. Mas, porra!, já levamos com chuva há praticamente quatro meses. Ininterruptamente. CHEGAAAAAAAAA! Até eu, rain lover assumida, estou farta fartinha! Cada coisa a seu tempo e estamos na PRIMAVERA que, para o caso de já não te lembrares, é a estação do sol brilhar, das flores brotarem e dos passarinhos chilrearem.
Já não se aguenta a chuva e já não se aguenta o mau humor e estado depressivo generalizado por causa da chuva.
Portanto acerta - de vez! - o teu calendário e manda vir a Primavera. O povo precisa.



sexta-feira, 28 de março de 2014

Ponto de situação

Ora bem, uma vez que estamos quase no final de Março (bela Primavera que estamos a ter, hein?), está na altura de fazer o ponto da situação das resoluções para o Ano Novo, só assim naquela de não perder o fio à meada e de ver até que ponto já me desleixei.

  1. Carregar menos vezes (muito menos vezes!) no "snooze" - curiosamente, mal o sol deu o ar de sua graça, passei a acordar muito mais cedo, sem despertador e com o triplo da energia... Sol, quando quiseres aparecer novamente, serás muito bem-vindo.
  2. Acordar mais cedo - idem aspas.
  3. Deitar mais cedo - durante uns dias consegui adormecer mais cedo, mas quando me ponho a ver séries é difícil arrancarem-me o computador da frente.
  4. Passear mais (e resistir ao chamamento do sofá) aos fins-de-semana - já não me lembro o que é passar a tarde no sofá (ai, que saudades!) portanto palmas para mim.
  5. Gastar menos dinheiro em roupa (50€/mês será o meu limite, de agora em diante) - pensava eu que com as despesas do casamento ia poder continuar a comprar roupa desenfreadamente? Louca, é o que sou.
  6. Levar a dieta, iniciada ontem, até ao casamento ("pausas" permitidas: Páscoa e aniversários) - os jantares têm sido saudáveis, mas alguns almoços nem tanto. É uma mudança em curso.
  7. Dedicar-me a sério, e em força, aos três projectos que tenho em stand-by há demasiado tempo - um deles a andar, os outros dois nem por isso.
  8. Procurar um novo desafio (e melhor, que ninguém quer mudar para pior, verdade?) - em stand-by pelo menos até Novembro 2014.
  9. Não me tornar numa bridezilla - tirando algumas crises momentâneas acho que sou muito pacífica.
  10. Ser mais paciente e tolerante - esforços nesse sentido.
  11. Pensar menos (pode parecer parvo, mas não é, trust me) - pensar? mal alguém tem tempo para pensar?
  12. Preocupar-me menos com coisas que não importam - done!
  13. Não baixar os braços. Nunca. - never!
  14. Ser melhor filha, namorada, irmã e amiga. - esforços feitos nesse sentido.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Casal 'Francesinha'


Sabes que tens urgentemente de parar de comer como uma lontra quando, uma vez por semana, vão almoçar a determinado sítio e a empregada de mesa já nem vos leva a carta à mesa porque já sabe que vão pedir francesinha. Com ovo. E batata frita.

Mas ontem foi a minha última francesinha - até porque com o peso na consciência nem me caiu bem. A minha última nos próximos dois meses. Parece-me um período razoável.

Operação-Verão-2014 e Operação-Noiva-Linda-e-Magra começa A-G-O-R-A.

terça-feira, 25 de março de 2014

Seis? Seis? SEIS?!


Na verdade já não são seis, já são seis menos cinco dias. A minha vida está prestes a mudar e, embora tenha a certeza de que será uma mudança para melhor, dou por mim muitas vezes a pensar que vou ter saudades. Saudades da minha cama, do meu quarto, da minha rotina em casa dos meus pais (e dos meus pais, obviamente!). Já dou por mim a pensar, com nostalgia, em todas as memórias que tenho da e naquela casa: nos Natais, nos almoços de domingo, nas festas de aniversário, nas desilusões que a minha almofada já afagou, nas manhãs preguiçosas de domingo com o cão aos pés da cama (ou, na verdade, todas as manhãs!) e das noites em que, por estar doente, podia "expulsar" o pai da cama e ficar a dormir com a mãe.
Já tenho saudades e ainda nem me fui embora. Ainda tenho seis (menos, vá) para aproveitar a "casa dos papás" mas, no fundo, sei que estou ansiosa por criar novas memórias e rotinas com o homem da minha vida.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Her Secrets #3



Acho que não te digo vezes suficientes o quanto gosto de ti. Já te disse, hoje, o quanto que te amo? Amo-te do fundo do coração. É provavelmente dos maiores clichés de que há memória, mas a verdade é que te amo. Tanto que me doem as entranhas quando sei que, por algum motivo, estás mal. Tanto que fico de mau humor quando não podemos estar juntos todos os dias. Tanto que sinto uma felicidade imensa quando me dás um daqueles abraços apertados. Tanto que coro, pelo menos por dentro, quando me beijas a testa. Tanto que sinto uma paz tremenda quando durmo ao teu lado. Tanto que as nossas discussões me magoam fisicamente. Tanto que só penso na sorte que tivemos por nos termos encontrado.
Desde que te conheci, aliás, desde o instante em que te vi, há oito anos atrás, soube que era de ti que precisava. É tão nítida a visão que tenho do nosso futuro juntos. Do nosso casamento, dos nossos filhos e, sobretudo, da nossa felicidade, que será uma constante nas nossas vidas, tenho a certeza.
Obrigada por me amares, por me fazeres sentir uma princesa e por fazeres de mim uma mulher feliz.
Já agora, já disse que te amo?