Mostrar mensagens com a etiqueta Sonhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sonhos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Dos sonhos à realidade

   



Don't let small minds convince you that your dreams are too big tem sido o meu mantra.

Esta semana dei um passo importante para a realização de um sonho - um projecto pessoal e profissional que desejo com muita força que dê certo. Os meus sentimentos vão oscilando entre um receio absurdo de falhar e a certeza que com trabalho e força de vontade vou conseguir levar este projecto a bom porto - e com sucesso, de preferência.

Se tudo correr bem (fazer figas!) o lançamento oficial do projecto será em Junho. Até lá há muito trabalho pela frente, muitas ideias para por em prática e alguns investimentos a fazer.

Eu consigo. Eu consigo. Eu consigo. (perco a conta às vezes que diariamente repito isto a mim própria)

(P.S. Já não escrevia aqui desde 30 de Dezembro. Uma vergonha.)





terça-feira, 1 de julho de 2014

Do talento ou da falta dele


Às vezes olho à minha volta e vejo-me rodeada de pessoas talentosas. Com um jeito abismal para uma coisa (e, por vezes, mais do que uma) que a mim me parece sempre tão complexa e que acaba sempre por me fascinar. O meu irmão, por exemplo, tem um talento tremendo para tudo o que envolva computadores e tecnologias (e não, não estudou informática nem nada que se pareça) e para as ciências - bichos e plantas é com ele. Tenho amigas de economia com um jeitaço para o marketing. Tenho amigas dadas à culinária, dadas à arte, dadas à música, dadas à moda, com talentos que se vêem a milhas. Estar, quase diariamente, diante de pessoas com tanto talento e tanto potencial faz-me muitas vezes duvidar de mim... Elas com tanto jeito para coisas, aos meus olhos, tão complexas e eu sem nenhum talento particular, sem nada que, à primeira vista, me distinga dos demais.

Julgo que se poderia dizer que o meu talento é escrever. Mas será mesmo um talento? É que, melhor ou pior, toda a gente sabe escrever. Sempre disse, desde pequena e depois de me passar a panca do querer ser bailarina-veterinária-professora, que queria ser escritora. Não por achar que seria famosa ou rica mas porque sempre adorei ler, li centenas de livros quando era criança/adolescente e mesmo agora, embora não com tanta frequência quanto desejaria, continuo a ler sempre que posso. Os livros sempre foram um escape, uma maneira de conhecer outros sítios, outras vidas (ainda que fictícias), outras formas de pensar e outras realidades. Os livros eram uns amigos, uma companhia e, de forma mais ou menos consciente, sempre me senti grata aos autores dos livros que me foram acompanhando por me permitirem ter essa sensação de escape e poder proporcionar a outros esse tipo de experiências foi o que me levou a sempre ter querido ser escritora. A isso aliou-se o gosto pela escrita que sempre funcionou para mim como uma catarse, sempre foi uma parte importante da minha rotina - perdi a conta à quantidade de diários que escrevi em miúda - e que sempre me serviu de alavanca à criatividade.

Mas questiono-me tantas e tantas vezes se isto será um talento, se será realmente o meu talento ou se, pelo contrário, não o é de todo. Porque tenho tanto para dizer, tanto para contar que me sinto muitas vezes assoberbada e as palavras não fluem no teclado ou na caneta como fluem na minha cabeça ou quando fecho os olhos. E são estes bloqueios, demasiado frequentes, que me fazem muitas vezes questionar se este talento poderá mesmo vir a ser o meu. Se não for não vou saber o que fazer. Se não for este o meu talento, não me vai sobrar mais nada.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Das expectativas, dos sonhos e das saudades



Para ser franca o dia do Cortejo Académico - e o próprio cortejo em si - nunca me disseram grande coisa (multidões e horas de pé sem fim são receita para que a coisa não corra muito bem para os meus lados). Aliás, o primeiro (e único!) cortejo a que fui foi o do meu ano de finalista. 
No entanto, ontem, dia de cortejo no Porto, ao ver o Facebook inundado de fotografias de finalistas, de cartola e bengala, a nostalgia tomou conta de mim. A nostalgia e as saudades dos amigos, dos tempos de faculdade e da vida (mais) despreocupada que levava nessa altura. Era feliz.

Era feliz e não sabia. Não que agora não o seja, atenção. Mas o final do curso traz sonhos enormes (se não fosse assim também não sei até que ponto se poderiam chamar 'sonhos') e expectativas carregadas de ambição. A vida encarrega-se, mais tarde, de nos obrigar a carregar no travão e a parar no STOP.
Pelo menos no meu caso foi assim. Se calhar o problema é meu, que sempre sonhei alto de mais e agora percebo que há um tempo para tudo e que, às vezes, não basta querer e (tentar) fazer acontecer. Às vezes é preciso sorte. Às vezes é preciso ajuda. Ou se calhar às vezes é preciso reformular expectativas e arranjar outros sonhos. Os meus continuam a ser os mesmos, mas são agora acompanhados de uma ânsia, uma espécie de sufoco, de pensar que talvez não os venha a concretizar, não por não querer, mas por as circunstâncias da vida não mo permitirem. A verdade é que a minha vida já mudou muito desde o fim do curso. Está longe de ter "estagnado". Mas confesso que, por esta altura, já esperava ter alcançado mais alguns feitos. Ou pelo menos outros que não estes. Olhando para trás sei que, agora, aos meus "sonhos enormes" e "expectativas carregadas de ambição" se juntou uma boa dose de realismo, o tal que me deixa na ânsia, que me dá uma pontada de dor por saber que talvez a vida não corra exactamente como imaginei.

Serão dores de crescimento?