quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mudar de hábitos




Sabes que és uma pessoa mudada - e mais saudável - quando te convidam para ir jantar um graaande hamburger e dizes, sem pensar, que não!

E com isto, em quatro meses, já foram cinco quilos à vida. Vamos lá mandar abaixo mais quatro.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Dos sonhos à realidade

   



Don't let small minds convince you that your dreams are too big tem sido o meu mantra.

Esta semana dei um passo importante para a realização de um sonho - um projecto pessoal e profissional que desejo com muita força que dê certo. Os meus sentimentos vão oscilando entre um receio absurdo de falhar e a certeza que com trabalho e força de vontade vou conseguir levar este projecto a bom porto - e com sucesso, de preferência.

Se tudo correr bem (fazer figas!) o lançamento oficial do projecto será em Junho. Até lá há muito trabalho pela frente, muitas ideias para por em prática e alguns investimentos a fazer.

Eu consigo. Eu consigo. Eu consigo. (perco a conta às vezes que diariamente repito isto a mim própria)

(P.S. Já não escrevia aqui desde 30 de Dezembro. Uma vergonha.)





terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2015: i'm gonna make you awesome




Acredito que seja mal geral nesta altura do ano, mas estou cheia de vontade de olhar 2015 nos olhos e fazer cumprir todos os meus desejos e resoluções.

Aqui estão elas:

  1. Carregar menos vezes no "snooze" (esta e as próximas duas transitam de 2014 directamente para 2015, embora já vá conseguindo cumpri-la com maior rigor)
  2. Acordar mais cedo
  3. Deitar mais cedo
  4. Passear mais aos fins-de-semana
  5. Ir fanzendo as tarefas domésticas ao longo da semana (não deixar tudo para o fim-de-semana)
  6. Resistir (ainda mais) aos impulsos consumistas
  7. Dar mais atenção ao meu querido marido
  8. Fazer mais programas com amigos
  9. Dar atenção aos pais e sogros
  10. Acabar o livro
  11. Montar o meu negócio
  12. Não baixar os braços. Nunca.
  13. Preocupar-me menos com coisas que não importam
  14. Cuidar mais (e melhor) de mim
  15. Ser feliz. Sempre.
Let's go 2015. I'm gonna make you AWESOME!



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Estado de espírito de fim de ano


A tentar pôr em prática... Principalmente o ponto 6). A tentar pôr em prática as resoluções para o novo ano... antes de acabar o ano velho! E a pôr um ponto final nas desculpas e na angústia: "pensar menos e fazer mais" é o lema para este final countmdown de 2014.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

New York State of Mind




Acho que conheci o verdadeiro significado da expressão "de cortar a respiração" quando cheguei a Nova Iorque. Mais precisamente quando saí da estação de metro em Madison Square Garden e que a cidade me caiu ao colo... Bem, na verdade, abalroou-me.

Claro que já tinha visto a cidade em filmes, claro que já tinha visto a cidade em séries, mas ainda assim nunca pensei que me fosse sentir tão pequena como senti quando saí daquela estação de metro. As cores, as luzes, os cheiros, os barulhos, os movimentos, os edifícios, as pessoas de um lado para o outro é algo que só se percebe realmente depois de se estar lá, a viver aquilo, a ser parte daquilo. Na primeira noite, depois de jantar e dar uma volta em Times Square cheguei ao hotel, que ficava naquela zona, e estava fisicamente atordoada: ourada, enjoada e a sentir que o chão me fugia dos pés. Nunca me tinha acontecido semelhante. Também podem ter sido efeitos do jet lag, é certo, mas a verdade é que me senti assim todos os dias que lá estive e apenas à noite, quando chegava ao quarto.




A cidade mexeu mesmo comigo. Passei cinco dias num estado de "wow" constante: o Rockefeller, o Empire State Building, o Chrysler, Central Park, a ponte de Brooklyn, o Ground Zero, a Fifth Avenue, a Victoria's Secret, o Macy's, a Broadway, Times Square, o nosso quarto no CitizenM... Tudo era motivo de espanto, tudo me deixava com um brilhozinho nos olhos. E as pessoas? Até as pessoas, que achava eu seriam antipáticas, eram super simpáticas e prestáveis. Não me cruzei com um único americano antipático.

Nova Iorque não se descreve, Nova Iorque vive-se. E eu espero ter oportunidade de lá ir viver mais uns dias de sonho, daqui a uns anos (não muitos, espero).




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Getting in the mood for...


...Christmas!


Verbos a pôr em prática este fim-de-semana: enfeitar, decorar, descansar, sofazar... "natalizar".

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

"O" dia. O dia mais feliz da minha vida.


Demorei a escrever este post porque me faltavam as palavras. As palavras para descrever, as palavras para agradecer, as palavras partilhar. Hoje, dois meses depois continuam a faltar, mas sei que é melhor pôr mãos à obra, sob pena do passar do tempo me fazer esquecer algum pormenor. Assim sendo, vou retroceder dois meses, para aquele que foi o dia mais feliz da minha vida.

Sonho. É a palavra que melhor descreve o dia do nosso casamento. Foi a perfeição de manhã à noite.

Na noite anterior ao casamento dormi pouco, mas bem. Acordei muito antes do despertador tocar, quando ainda não eram bem 7H30. A primeira preocupação foi abrir a persiana e espreitar o tempo - na quinta-feira tinha chovido torrencialmente, trovejado furiosamente e tinha estado o tempo mais cinzento, feio e triste de que havia memória num dia de Setembro. Estava sol! Sorri muito, bati palmas e dei graças a Deus por ter ido com a minha mãe, na sexta-feira, a Vila do Conde, oferecer ovos à Santa Clara. Voltei para a cama e entreti-me a ver emails de quem estava longe e já desejava que o dia fosse mágico e a ler mensagens das minhas queridas Damas de Honor, preocupadas com o estado de ansiedade da noiva.

Curiosamente, a noiva - eu! - estava zero nervosa. Estava feliz, sorria muito. (Acho que sorri o dia inteiro!). Só queria que fossem 16H00 para ver o noivo e concretizar o sonho que planeávamos há já mais de um ano - casar!

Por volta das 9H00 saí para o cabeleireiro onde a minha querida Ana me tratou tão bem como de costume. Acho que foi aí que me comecei a sentir como uma princesa. O penteado ficou per-fei-to! Melhor do que na prova ou do que em qualquer imagem de inspiração que tivesse visto no Pinterest.

Rumei à casa onde tinha dormido pela última vez (sim, fomos antiquados e só começamos mesmo a viver juntos depois do casamento!) e onde me iria maquilhar e vestir. Pelo caminho recebo uma chamada da maquilhadora a dizer que está atrasada - Ok, sem stress! Estava imperturbável nesse dia e nada abalava a minha felicidade. Pelo caminho fui buscar uma das Damas de Honor e vê-la linda e maravilhosa só me deixou ainda mais feliz.

Cheguei a casa e as minhas queridas mãe e cunhada já estavam prontas e à minha espera. À minha espera estavam também uns salgadinhos. Pestiquei qualquer coisa, não por fome mas por saber que só iria comer dali a muiiiitas horas. Começaram a chegar as queridas Damas de Honor, os avós, o irmão, o pai, os tios e depressa a casa virou reboliço. Eu? Continuava calma, serena e muito, muito feliz.

Entretanto chegaram os fotógrafos e, instantes depois, a maquilhadora. E a partir daqui o tempo começou a VOAR! A maquilhagem fez-se em menos de nada, num ambiente muito descontraído - só eu, a maquilhadora e os fotógrafos, sem grande confusão à minha volta. Vesti-me com ajuda da mãe e das Damas de Honor e foram disparados mais uns quantos flashes (ainda não há fotos, mas estou cada vez mais ansiosa por poder vê-las! as expectativas estão altíssimas!). Sentia-me uma verdadeira princesa, num vestido maravilhoso. Daí a nada estava enfiada num carro clássico, branco e lindo, e a caminho da quinta, onde se iria celebrar a missa e o copo d' água.

Tinha trocado meia dúzia de mensagens com o noivo de manhã e já só queria vê-lo, abraçá-lo e ter a certeza que aquele dia estava mesmo (e finalmente!) a acontecer. À medida que o carro andava o meu coração batia cada vez mais depressa e, agora sim, sentia os nervos tomarem conta de mim. Tinha de fazer um esforço mental grande para impedir o meu corpo de tremer. Chegados à quinta tive de fazer um inesperado compasso de espera no carro já que o Sr. Bispo que ia celebrar a cerimónia ainda não tinha chegado. Mais de dez minutos depois, - que a mim me pareceram uma vida! - quando disseram que já estava tudo pronto para a minha chegada, sentia o coração na boca.

Meninos das flores, padrinhos (no meu caso, a minha mãe e o meu avô querido), damas de honor e, de braço dado com o meu pai - que não chorou tanto como estava à espera! - respirei fundo  e comecei a caminhar. Fiz questão de não olhar para nenhum dos convidados pois sabia que se o fizesse ia começar a chorar desalmadamente. O meu coração batia como nunca e eu só queria chegar ao pé do meu porto seguro - o homem da minha vida.

Estás linda...linda! - foi o que ele sussurrou ao meu ouvido assim que me viu e já não consegui segurar mais as lágrimas, que começaram a escorrer-me pela cara e não pararam praticamente durante toda (!) a cerimónia. A cerimónia foi de sonho! O cenário, a tenda, as cadeiras, as flores, o tapete de relva, os puffs, foi tudo de uma perfeição indescritível. E a música? De cada vez que a Ana Celeste começava a cantar e chorava (ainda mais) emocionada. Estava a viver um verdadeiro sonho encantado.

Com o fim da cerimónia veio também o fim dos nervos. Estava feliz, nas nuvens, sentia-me a levitar. Chuviscou mesmo no final da cerimónia, enquanto subíamos para o local dos aperitivos, na parte de cima da quinta. Casamento molhado, casamento abençoado (pelo menos assim espero)!

Cumprimentar a família, abraçar os amigos, respirar fundo, descontrair e aproveitar. Na comida nem tocamos, de tão ocupados que estávamos a celebrar (sim, acho que o termo correcto é mesmo este), rodeados de amigos, num verdadeiro ambiente de festa. O nosso amigo Sérgio foi irrepreensível na play-list escolhida e o ambiente foi de total descontracção, com muitas selfies à mistura. Fizemos, claro, uma pausa para tirar fotografias, mas foi tudo rápido porque prescindimos daquelas fotografias individuais com os convidados. Quisemos que as pessoas se divertissem à grande e que não perdessem tempo em filas só para tirarem uma fotografia "pré-formatada" connosco.

A música que escolhemos para entrar na sala do copo d'água não podia ser mais adequada - Love Never Felt So Good. Era mesmo aquilo que sentia. A animação foi uma constante o resto da noite. A playlist do Sérgio foi, mais uma vez, perfeita e os nossos amigos foliões estiveram à altura e o facto de o gin ter acabado é um bom indício da festa que reinou a noite toda. O photobooth que escolhemos fez o maior sucesso e o momento do corte do bolo, com a largada de cento e tal balões iluminados, foi mágico. Toda a decoração da sala estava linda - simples, mas saída de um livro de princesas.

Dançamos muito e rimos ainda mais. Já passava das 5h00 da manhã quando saímos da quinta, com os últimos convidados quase a terem de ser corridos ao pontapé. A noite de núpicias foi passada no hotel Boa-Vista, na Foz. Estava estoirada quando finalmente cheguei à cama e ao mesmo tempo leve e feliz, como se tivesse passado o dia fora do meu corpo, a viver um sonho.

Desde aí tenho andado num estado quase constante de felicidade. Sinto-me embriagada de amor... Só me apetece estar no mimo de casa, no conforto do lar.

Mais do que na memória, o dia 20 de Setembro de 2014 estará para sempre gravado no meu coração. E já lá vão dois meses.

Parabéns, meu amor. E obrigada.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

...and she said YES!


15 dias. Faltam 15 dias para "O" dia. 15 dias e a vida muda. E vai ser tão bom.
15 dias e juro que sinto o coração a querer saltar-me pela boca.
15 dias e já não durmo, nem penso noutra coisa.
15 dias e tentar não ter um colapso nervoso entretanto.
15 dias e mudanças ainda por fazer.
15 dias e tanto material por acabar e por imprimir.
15 dias para começarmos a nossa família.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Do talento ou da falta dele


Às vezes olho à minha volta e vejo-me rodeada de pessoas talentosas. Com um jeito abismal para uma coisa (e, por vezes, mais do que uma) que a mim me parece sempre tão complexa e que acaba sempre por me fascinar. O meu irmão, por exemplo, tem um talento tremendo para tudo o que envolva computadores e tecnologias (e não, não estudou informática nem nada que se pareça) e para as ciências - bichos e plantas é com ele. Tenho amigas de economia com um jeitaço para o marketing. Tenho amigas dadas à culinária, dadas à arte, dadas à música, dadas à moda, com talentos que se vêem a milhas. Estar, quase diariamente, diante de pessoas com tanto talento e tanto potencial faz-me muitas vezes duvidar de mim... Elas com tanto jeito para coisas, aos meus olhos, tão complexas e eu sem nenhum talento particular, sem nada que, à primeira vista, me distinga dos demais.

Julgo que se poderia dizer que o meu talento é escrever. Mas será mesmo um talento? É que, melhor ou pior, toda a gente sabe escrever. Sempre disse, desde pequena e depois de me passar a panca do querer ser bailarina-veterinária-professora, que queria ser escritora. Não por achar que seria famosa ou rica mas porque sempre adorei ler, li centenas de livros quando era criança/adolescente e mesmo agora, embora não com tanta frequência quanto desejaria, continuo a ler sempre que posso. Os livros sempre foram um escape, uma maneira de conhecer outros sítios, outras vidas (ainda que fictícias), outras formas de pensar e outras realidades. Os livros eram uns amigos, uma companhia e, de forma mais ou menos consciente, sempre me senti grata aos autores dos livros que me foram acompanhando por me permitirem ter essa sensação de escape e poder proporcionar a outros esse tipo de experiências foi o que me levou a sempre ter querido ser escritora. A isso aliou-se o gosto pela escrita que sempre funcionou para mim como uma catarse, sempre foi uma parte importante da minha rotina - perdi a conta à quantidade de diários que escrevi em miúda - e que sempre me serviu de alavanca à criatividade.

Mas questiono-me tantas e tantas vezes se isto será um talento, se será realmente o meu talento ou se, pelo contrário, não o é de todo. Porque tenho tanto para dizer, tanto para contar que me sinto muitas vezes assoberbada e as palavras não fluem no teclado ou na caneta como fluem na minha cabeça ou quando fecho os olhos. E são estes bloqueios, demasiado frequentes, que me fazem muitas vezes questionar se este talento poderá mesmo vir a ser o meu. Se não for não vou saber o que fazer. Se não for este o meu talento, não me vai sobrar mais nada.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Da arte do desapego



Cada vez mais me apercebo que há uma certa arte no desapego, no deixar partir aquilo (ou aquele(s) ) que não nos faz(em) bem. É algo que se treina, que se pratica e que, com o hábito, se aperfeiçoa. Eu, que sempre fui agarrada a tudo na minha vida - das pessoas às coisas - tenho percebido que me é cada vez mais fácil descartar o que é supérfluo, o que está a mais, as pedras no sapato desta vida. Perceber que não preciso que cada uma das pessoas com quem convivo diariamente faça parte da minha vida privada e ter a capacidade de virar costas a quem não interessa, a quem vive afogado em inveja e pronto a magoar o próximo, assim, sem motivo aparente. Em dois anos, esta arte, a do desapego,  já me levou a deixar ir duas pessoas que até então eram peças importantes na minha vida e, estranhamente, embora com menos gente, a minha vida ficou mais preenchida. Mais preenchida de carinho, mais preenchida de certezas de não precisar de muito para ter muito.
Esta arte do desapego é a arte do não querer saber. Ou por outra, do só querer saber do que nos faz bem.
É a arte de crescer.