quarta-feira, 30 de março de 2016

Em paz.


Estou finalmente em paz. Em paz com o espelho, em paz com a balança e, mais importante, em paz comigo.

No dia 3 de Janeiro de 2015 (já passou mais de um ano e lembro-me como se fosse hoje) subi à balança e caiu-me a ficha. Embora treinasse todos os dias (coisa que, na verdade, faço desde que me lembro de ser gente) nunca tinha estado tão pesada. Estava uns bons 8 kg acima do meu peso habitual e nem me tinha dado conta. Pode não parecer assim tanto, mas a verdade é que era.

Nesse dia, quando cheguei a casa, despi-me e fui para a frente do espelho do quarto. Senti-me o boneco da Michelin. Chorei e decidi que a minha vida mudava a partir daquele instante. E mudou mesmo. Ser obstinada é uma das minhas grandes qualidades e um dos meus maiores defeitos. Mas, neste caso, ajudou-me a chegar onde queria.

Li muito sobre o que comer e não comer. Comecei a correr antes dos treinos diários que já fazia e mentalizei-me que ia perder aqueles quilos a mais e nunca mais os ia ganhar. Não foi, aliás, não é fácil até porque adoro comer - doces, salgados, massa, arroz, de tudo mas fui aprendendo a comer bom mas saudável e sem precisar de me privar de nada. Continuo a comer doces (mas tento que seja só ao fim-de-semana e com moderação), pizzas ou batatas fritas. Houve coisas que eliminei da minha alimentação (refrigerantes, por exemplo) mas por serem coisas que nunca me deram grande prazer comer ou beber e, por isso, passo bem sem elas. O segredo é, clichés à parte, o equilíbrio. Se num fim-de-semana abuso mais do que o que devia, durante a semana compenso comendo melhor (ou ajustando as quantidades) ou fazendo mais corridas do que o habitual.

Correr não é uma actividade que me dê tanto prazer quanto isso. Muitas vezes é penoso, mas quando se acaba a sensação é óptima. Para além disso acredito que é uma forma muito eficaz de queimar calorias. Como motivação todos os meses vou estabelecendo metas a alcançar: ou melhorar determinado tempo ou fazer mais quilómetros. Parecendo que não a sensação de superação ajuda, e muito, neste processo.

A verdade é que num ano, e sem sofrer horrores nem privações, os tais quilos a mais foram à vida e nunca mais voltaram. Mesmo sabendo que para me manter assim - e querendo continuar a comer o que como - terei que correr todas as semanas sei que vale a pena. Olhar-me ao espelho e sentir-me tranquila, feliz e em paz vale cada minuto que passo a correr.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Ano Novo, resoluções novas



Ano Novo é sinónimo de... resoluções, pois claro. Ao passar os olhos nas resoluções fiquei feliz por ver que consegui cumprir grande parte daquilo a que me propus.

Este ano vai ter um início muito atípico por estes lados já que vou estar a maior parte do mês de Janeiro no estrangeiro, naquele que será o auge de uma vida dedicada ao desporto de competição. Adiei decisões e planos devido a este momento e, finalmente, chegou. Depois será tempo do desporto (ou pelo menos da competição) deixar de ser uma das grandes prioridades na minha vida.

Mas voltando às resoluções para 2016...

Aqui estão elas:

  1. Carregar menos vezes no "snooze" (esta e as próximas duas transitam de 2014 e 2015 directamente para 2016, embora já vá conseguindo cumpri-la com muito maior rigor) 
  2. Acordar mais cedo 
  3. Deitar mais cedo 
  4. Passear mais aos fins-de-semana
  5. Correr uma meia-maratona
  6. Comprar ainda menos roupa (para mim, pelo menos) e por cada peça comprada dar duas peças de roupa antiga 
  7. Fazer mais programas com amigos 
  8. Dar prioridade à minha carreira profissional (este TEM de ser O ano da lufada de ar) 
  9. Dar atenção à família 
  10. Não baixar os braços nunca perante as dificuldades do dia a dia. 
  11. Manter o casamento maravilhoso com o meu marido maravilhoso 
  12. Preocupar-me (ainda menos) com coisas fúteis e que não importam 
  13. Acabar o livro. (raios me partam se não é este ano, caramba!) 
  14. Aumentar a família (<3 li="">
  15. Ser feliz. Sempre.

Sinto que 2016 vai ser um ano muito importante e especial. Vamos a ele!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Da subjectividade do tempo




Sou uma miúda. Era uma miúda com 14, com 18, com 20, com 22 e hoje, com 25 anos, continuo a achar que sou uma miúda. Mas depois lembro-me: já acabei o curso há quase 5 anos, comecei a trabalhar um par de meses depois de terminar o curso, já casei, já tenho uma casa, um sem fim de responsabilidades e... continuo a sentir-me uma miúda.

É engraçado como há dez anos me considerava se calhar mais adulta do que o que era na verdade e hoje, quando páro para pensar, sinto-me tantas vezes assoberbada com a minha vida. E quando penso que ainda "ontem" estava a acabar o 9º ano e num abrir e fechar de olhos estou aqui, nos 25 anos, com a vida a rolar em velocidade-cruzeiro, fico atordoada e apetece-me carregar num qualquer botão que reduza a velocidade do tempo, cheia de medo que me esteja tudo a fugir pelos dedos.

Há uns anos pensava para mim: "Queres fazer isso? Tem calma, tens tempo, ainda és uma miúda". Só gostava de ter aproveitado melhor o tempo que nessa altura parecia ser tanto que até me aborrecia e hoje é tão pouco que dava tudo para acrescentar uma horinha que fosse em cada dia.

Acho que ao fazermos 18 anos o Universo devia encarregar-se de nos entregar um Manual de Sabedoria de como não desperdiçar tempo, como viver a vida em pleno, como conseguir colocar em prática tudo o que queremos e como ter tempo para correr atrás dos sonhos.
A sério, pessoas adultas - eu sou só uma miúda - como fazem para ter tempo para tudo? Todos os anos me proponho a cumprir uma lista que, diga-se, não é assim tão extensa de projectos e, no fim, metade ficaram por fazer e, quase sempre, porque é impossível, porque para as cumprir precisava de me multiplicar, no mínimo por três.

Vou fechar os olhos e acreditar que ainda tenho tempo. Sou só uma miúda.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mudar de hábitos




Sabes que és uma pessoa mudada - e mais saudável - quando te convidam para ir jantar um graaande hamburger e dizes, sem pensar, que não!

E com isto, em quatro meses, já foram cinco quilos à vida. Vamos lá mandar abaixo mais quatro.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Dos sonhos à realidade

   



Don't let small minds convince you that your dreams are too big tem sido o meu mantra.

Esta semana dei um passo importante para a realização de um sonho - um projecto pessoal e profissional que desejo com muita força que dê certo. Os meus sentimentos vão oscilando entre um receio absurdo de falhar e a certeza que com trabalho e força de vontade vou conseguir levar este projecto a bom porto - e com sucesso, de preferência.

Se tudo correr bem (fazer figas!) o lançamento oficial do projecto será em Junho. Até lá há muito trabalho pela frente, muitas ideias para por em prática e alguns investimentos a fazer.

Eu consigo. Eu consigo. Eu consigo. (perco a conta às vezes que diariamente repito isto a mim própria)

(P.S. Já não escrevia aqui desde 30 de Dezembro. Uma vergonha.)





terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2015: i'm gonna make you awesome




Acredito que seja mal geral nesta altura do ano, mas estou cheia de vontade de olhar 2015 nos olhos e fazer cumprir todos os meus desejos e resoluções.

Aqui estão elas:

  1. Carregar menos vezes no "snooze" (esta e as próximas duas transitam de 2014 directamente para 2015, embora já vá conseguindo cumpri-la com maior rigor)
  2. Acordar mais cedo
  3. Deitar mais cedo
  4. Passear mais aos fins-de-semana
  5. Ir fanzendo as tarefas domésticas ao longo da semana (não deixar tudo para o fim-de-semana)
  6. Resistir (ainda mais) aos impulsos consumistas
  7. Dar mais atenção ao meu querido marido
  8. Fazer mais programas com amigos
  9. Dar atenção aos pais e sogros
  10. Acabar o livro
  11. Montar o meu negócio
  12. Não baixar os braços. Nunca.
  13. Preocupar-me menos com coisas que não importam
  14. Cuidar mais (e melhor) de mim
  15. Ser feliz. Sempre.
Let's go 2015. I'm gonna make you AWESOME!



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Estado de espírito de fim de ano


A tentar pôr em prática... Principalmente o ponto 6). A tentar pôr em prática as resoluções para o novo ano... antes de acabar o ano velho! E a pôr um ponto final nas desculpas e na angústia: "pensar menos e fazer mais" é o lema para este final countmdown de 2014.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

New York State of Mind




Acho que conheci o verdadeiro significado da expressão "de cortar a respiração" quando cheguei a Nova Iorque. Mais precisamente quando saí da estação de metro em Madison Square Garden e que a cidade me caiu ao colo... Bem, na verdade, abalroou-me.

Claro que já tinha visto a cidade em filmes, claro que já tinha visto a cidade em séries, mas ainda assim nunca pensei que me fosse sentir tão pequena como senti quando saí daquela estação de metro. As cores, as luzes, os cheiros, os barulhos, os movimentos, os edifícios, as pessoas de um lado para o outro é algo que só se percebe realmente depois de se estar lá, a viver aquilo, a ser parte daquilo. Na primeira noite, depois de jantar e dar uma volta em Times Square cheguei ao hotel, que ficava naquela zona, e estava fisicamente atordoada: ourada, enjoada e a sentir que o chão me fugia dos pés. Nunca me tinha acontecido semelhante. Também podem ter sido efeitos do jet lag, é certo, mas a verdade é que me senti assim todos os dias que lá estive e apenas à noite, quando chegava ao quarto.




A cidade mexeu mesmo comigo. Passei cinco dias num estado de "wow" constante: o Rockefeller, o Empire State Building, o Chrysler, Central Park, a ponte de Brooklyn, o Ground Zero, a Fifth Avenue, a Victoria's Secret, o Macy's, a Broadway, Times Square, o nosso quarto no CitizenM... Tudo era motivo de espanto, tudo me deixava com um brilhozinho nos olhos. E as pessoas? Até as pessoas, que achava eu seriam antipáticas, eram super simpáticas e prestáveis. Não me cruzei com um único americano antipático.

Nova Iorque não se descreve, Nova Iorque vive-se. E eu espero ter oportunidade de lá ir viver mais uns dias de sonho, daqui a uns anos (não muitos, espero).




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Getting in the mood for...


...Christmas!


Verbos a pôr em prática este fim-de-semana: enfeitar, decorar, descansar, sofazar... "natalizar".

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

"O" dia. O dia mais feliz da minha vida.


Demorei a escrever este post porque me faltavam as palavras. As palavras para descrever, as palavras para agradecer, as palavras partilhar. Hoje, dois meses depois continuam a faltar, mas sei que é melhor pôr mãos à obra, sob pena do passar do tempo me fazer esquecer algum pormenor. Assim sendo, vou retroceder dois meses, para aquele que foi o dia mais feliz da minha vida.

Sonho. É a palavra que melhor descreve o dia do nosso casamento. Foi a perfeição de manhã à noite.

Na noite anterior ao casamento dormi pouco, mas bem. Acordei muito antes do despertador tocar, quando ainda não eram bem 7H30. A primeira preocupação foi abrir a persiana e espreitar o tempo - na quinta-feira tinha chovido torrencialmente, trovejado furiosamente e tinha estado o tempo mais cinzento, feio e triste de que havia memória num dia de Setembro. Estava sol! Sorri muito, bati palmas e dei graças a Deus por ter ido com a minha mãe, na sexta-feira, a Vila do Conde, oferecer ovos à Santa Clara. Voltei para a cama e entreti-me a ver emails de quem estava longe e já desejava que o dia fosse mágico e a ler mensagens das minhas queridas Damas de Honor, preocupadas com o estado de ansiedade da noiva.

Curiosamente, a noiva - eu! - estava zero nervosa. Estava feliz, sorria muito. (Acho que sorri o dia inteiro!). Só queria que fossem 16H00 para ver o noivo e concretizar o sonho que planeávamos há já mais de um ano - casar!

Por volta das 9H00 saí para o cabeleireiro onde a minha querida Ana me tratou tão bem como de costume. Acho que foi aí que me comecei a sentir como uma princesa. O penteado ficou per-fei-to! Melhor do que na prova ou do que em qualquer imagem de inspiração que tivesse visto no Pinterest.

Rumei à casa onde tinha dormido pela última vez (sim, fomos antiquados e só começamos mesmo a viver juntos depois do casamento!) e onde me iria maquilhar e vestir. Pelo caminho recebo uma chamada da maquilhadora a dizer que está atrasada - Ok, sem stress! Estava imperturbável nesse dia e nada abalava a minha felicidade. Pelo caminho fui buscar uma das Damas de Honor e vê-la linda e maravilhosa só me deixou ainda mais feliz.

Cheguei a casa e as minhas queridas mãe e cunhada já estavam prontas e à minha espera. À minha espera estavam também uns salgadinhos. Pestiquei qualquer coisa, não por fome mas por saber que só iria comer dali a muiiiitas horas. Começaram a chegar as queridas Damas de Honor, os avós, o irmão, o pai, os tios e depressa a casa virou reboliço. Eu? Continuava calma, serena e muito, muito feliz.

Entretanto chegaram os fotógrafos e, instantes depois, a maquilhadora. E a partir daqui o tempo começou a VOAR! A maquilhagem fez-se em menos de nada, num ambiente muito descontraído - só eu, a maquilhadora e os fotógrafos, sem grande confusão à minha volta. Vesti-me com ajuda da mãe e das Damas de Honor e foram disparados mais uns quantos flashes (ainda não há fotos, mas estou cada vez mais ansiosa por poder vê-las! as expectativas estão altíssimas!). Sentia-me uma verdadeira princesa, num vestido maravilhoso. Daí a nada estava enfiada num carro clássico, branco e lindo, e a caminho da quinta, onde se iria celebrar a missa e o copo d' água.

Tinha trocado meia dúzia de mensagens com o noivo de manhã e já só queria vê-lo, abraçá-lo e ter a certeza que aquele dia estava mesmo (e finalmente!) a acontecer. À medida que o carro andava o meu coração batia cada vez mais depressa e, agora sim, sentia os nervos tomarem conta de mim. Tinha de fazer um esforço mental grande para impedir o meu corpo de tremer. Chegados à quinta tive de fazer um inesperado compasso de espera no carro já que o Sr. Bispo que ia celebrar a cerimónia ainda não tinha chegado. Mais de dez minutos depois, - que a mim me pareceram uma vida! - quando disseram que já estava tudo pronto para a minha chegada, sentia o coração na boca.

Meninos das flores, padrinhos (no meu caso, a minha mãe e o meu avô querido), damas de honor e, de braço dado com o meu pai - que não chorou tanto como estava à espera! - respirei fundo  e comecei a caminhar. Fiz questão de não olhar para nenhum dos convidados pois sabia que se o fizesse ia começar a chorar desalmadamente. O meu coração batia como nunca e eu só queria chegar ao pé do meu porto seguro - o homem da minha vida.

Estás linda...linda! - foi o que ele sussurrou ao meu ouvido assim que me viu e já não consegui segurar mais as lágrimas, que começaram a escorrer-me pela cara e não pararam praticamente durante toda (!) a cerimónia. A cerimónia foi de sonho! O cenário, a tenda, as cadeiras, as flores, o tapete de relva, os puffs, foi tudo de uma perfeição indescritível. E a música? De cada vez que a Ana Celeste começava a cantar e chorava (ainda mais) emocionada. Estava a viver um verdadeiro sonho encantado.

Com o fim da cerimónia veio também o fim dos nervos. Estava feliz, nas nuvens, sentia-me a levitar. Chuviscou mesmo no final da cerimónia, enquanto subíamos para o local dos aperitivos, na parte de cima da quinta. Casamento molhado, casamento abençoado (pelo menos assim espero)!

Cumprimentar a família, abraçar os amigos, respirar fundo, descontrair e aproveitar. Na comida nem tocamos, de tão ocupados que estávamos a celebrar (sim, acho que o termo correcto é mesmo este), rodeados de amigos, num verdadeiro ambiente de festa. O nosso amigo Sérgio foi irrepreensível na play-list escolhida e o ambiente foi de total descontracção, com muitas selfies à mistura. Fizemos, claro, uma pausa para tirar fotografias, mas foi tudo rápido porque prescindimos daquelas fotografias individuais com os convidados. Quisemos que as pessoas se divertissem à grande e que não perdessem tempo em filas só para tirarem uma fotografia "pré-formatada" connosco.

A música que escolhemos para entrar na sala do copo d'água não podia ser mais adequada - Love Never Felt So Good. Era mesmo aquilo que sentia. A animação foi uma constante o resto da noite. A playlist do Sérgio foi, mais uma vez, perfeita e os nossos amigos foliões estiveram à altura e o facto de o gin ter acabado é um bom indício da festa que reinou a noite toda. O photobooth que escolhemos fez o maior sucesso e o momento do corte do bolo, com a largada de cento e tal balões iluminados, foi mágico. Toda a decoração da sala estava linda - simples, mas saída de um livro de princesas.

Dançamos muito e rimos ainda mais. Já passava das 5h00 da manhã quando saímos da quinta, com os últimos convidados quase a terem de ser corridos ao pontapé. A noite de núpicias foi passada no hotel Boa-Vista, na Foz. Estava estoirada quando finalmente cheguei à cama e ao mesmo tempo leve e feliz, como se tivesse passado o dia fora do meu corpo, a viver um sonho.

Desde aí tenho andado num estado quase constante de felicidade. Sinto-me embriagada de amor... Só me apetece estar no mimo de casa, no conforto do lar.

Mais do que na memória, o dia 20 de Setembro de 2014 estará para sempre gravado no meu coração. E já lá vão dois meses.

Parabéns, meu amor. E obrigada.