sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Her Secrets #1

Olhava para o que tinha feito com um misto de alívio, nojo e ódio. Nunca o tinha odiado tanto como naquele momento. O momento em que ele deixou de ser o seu "salvador", o seu príncipe encantado, para ser a pessoa que a fez regredir dez anos, para ser a pessoa que a magoara àquele ponto.
Odiava-o, a ele, o seu amor, e tinha nojo de si própria. Nojo por ser fraca e se deixar afectar daquela forma. Mais uma vez. Ao fim de tantos.
Mas sentia alívio porque, apesar de tudo, a dor física fazia-a esquecer que, por dentro, estava morta.
Via o sangue escorrer-lhe dos pulsos para o vestido branco - o preferido dele! - e sentia um misto de alívio, nojo e ódio.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Current feeling.

Há dias em que a linha que separa o amor do ódio é mesmo muito ténue.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Let's go!

Serve o presente post para confessar que não me tenho portado nada, nada bem. Ah e tal, resoluções de ano novo, e "este ano é que vai ser diferente", "este ano é que as vou cumprir", "este ano é que vou deixar de ser «preguiçosa»". Humm, não. Até ver tenho sido mais desleixada do que em qualquer outro "ano novo".

Do post das resoluções para 2014 os pontos 1), 2) e 3) têm sido cumpridos com algum rigor. O 4) e 5), até ver, estão esquecidos.
A dieta do ponto 6) só não foi cumprida durante uma semana, por motivos de força maior, mas hoje voltei à carga.
O ponto 7) é onde "a porca torce o rabo". Há vontade de me agarrar aos tais projectos com unhas e dentes mas depois, vai-se a ver, e o dia acaba e eu tornei a adiar para "amanhã". Que ganas! Que raiva que isto me dá! Mas, bolas!, desta semana não há-de passar.
Os pontos 8) a 14) são work in progress, a cumprir - e manter! - ao longo de todo o ano.

Let's go! No more excuses!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Bonjour, 2014!

Com uma semana de atraso, mas aqui ficam as resoluções para 2014:


  1. Carregar menos vezes (muito menos vezes!) no "snooze"
  2. Acordar mais cedo
  3. Deitar mais cedo
  4. Passear mais (e resistir ao chamamento do sofá) aos fins-de-semana
  5. Gastar menos dinheiro em roupa (50€/mês será o meu limite, de agora em diante)
  6. Levar a dieta, iniciada ontem, até ao casamento ("pausas" permitidas: Páscoa e aniversários)
  7. Dedicar-me a sério, e em força, aos três projectos que tenho em stand-by há demasiado tempo
  8. Procurar um novo desafio (e melhor, que ninguém quer mudar para pior, verdade?)
  9. Não me tornar numa bridezilla
  10. Ser mais paciente e tolerante
  11. Pensar menos (pode parecer parvo, mas não é, trust me)
  12. Preocupar-me menos com coisas que não importam
  13. Não baixar os braços. Nunca.
  14. Ser melhor filha, namorada, irmã e amiga.

Lembrei-me entretanto de outra resolução: tratar (mais e) melhor de mim. Isto é, maquilhar-me mais vezes e andar mais arranjadinha, já que das olheiras não há quem me salve - estão cá, todos os dias, batidinhas - ao menos que evite a cara de zombie e os dias em que me sinto um pequeno texugo.

E desengane-se quem julga que cumprir estas resoluções vai ser fácil! A ver vamos! 



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Au revoir, 2013!



Ano novo e hora de passar 2013 em revista... Coisa que, aliás, já devia ter feito, mas andei muito ocupada a (tentar) preparar um réveillon de arromba.

E o que me trouxe 2013? Ora bem... 
Foi em 2013 que ganhei mais um grau académico. Com momentos bons e outros de completo desespero, lá consegui acabar o mestrado. Depois de muito trabalho e de muitas horas roubadas ao sono, a 17 de Dezembro consegui alcançar (mais) uma meta.
Foi em 2013 que fiz questão de por fora da minha vida quem não interessava e quem não me respeitava e, em troca, o universo "deu-me" uma nova amiga, daquelas que, desconfio, são para a vida.
Foi em 2013 que aprendi a ser mais calma, menos ciumenta e mais tolerante. Pelo menos assim espero, embora saiba que ainda há trabalho a fazer neste departamento.
Foi em 2013 que percebi que não me posso acomodar. Está na altura de mudar de vida e de crescer. Profissionalmente falando.
Foi em 2013 que decidi que em 2014 me ia dedicar a três grandes projectos que andam na gaveta dos sonhos há demasiado tempo.
Foi em 2013 que me afastei de tudo o que era acessório na minha vida e me foquei naquilo e, sobretudo, naqueles que são realmente importantes.
Foi em 2013 que tive saudades dos meus amigos, como nunca tinha tido até então. Mas é bom saber que, de cada vez que estamos juntos, é como se o tempo recuasse e eles nunca tivessem ido embora da minha beira.
Foi em 2013 foi o ano em que tive o Verão da minha vida, com tudo a que se tem direito: praia, passeios, amor, amigos, dançar toda a noite, etc.
Foi em 2013 que no final do Verão, quando pensava as férias não poderiam ser melhores, o meu namorado apanhou um avião e me fez a maior surpresa de todas.
Foi em 2013 que fiquei noiva.

As expectativas para 2014 estão altíssimas. Segue-se o post (também atrasado) das resoluções para este ano.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Finais e recomeços - Happy New Year


Gosto dos últimos dias do ano. E para mim estes são os últimos dias, úteis, do ano. Gosto de dedicar alguns dos meus pensamentos, rabiscos e silêncio a estes dias. De pensar em tudo o que fiz nos 365 recomeços que tive pela frente. De como enfrentei os dias difíceis, de como valorizei tudo o que recebi, de como me levantei após cada queda, de como celebrei cada pequena conquista, de como apreciei estar a viver esta vida.
Vou tomando notas no meu caderno "dos milagres pessoais" - como diz um dos meus  livros favoritos, todas as vezes que disse não e todas as outras em que o devia ter feito, de todas as lufadas de ar fresco que senti quando arrisquei sair do sofá, do conforto, da rotina. Todas as vezes que voltei a tomar as rédeas da minha vida e todas em que senti o gozo incomparável de arriscar e, no fim, correr bem. Ou menos bem. Não importa, arrisquei. Confiei, acreditei, arrisquei. Fiz. Tentei. Fiz e tentei mais e melhor. Tropecei algumas vezes, caí tantas outras, numas tive ajuda para me levantar, noutras quis fazê-lo sozinha, mas nunca estive sozinha. Sou grata por isso, e sou grata a tantas pessoas.
Não tive e não tenho a ilusão de ser feliz todos os dias, a todas as horas, permanentemente. Mas tenho a vontade, o desejo e a força de querer tornar os meus dias sempre mais solarengos, sempre mais luminosos, sempre mais bonitos. Nem sempre consigo, mas tento.
Quando está prestes a chegar um novo ano, um novo recomeço, há na agenda (nova) uma pequena lista de resoluções que quero trazer sempre por perto. Umas são a confirmação de tudo o que faz parte da minha essência, outras uma verdadeira revolução por comparação com o ano que está prestes a terminar.

E é isto. Sem mexer numa única vírgula. Daqui.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Da insegurança

Nunca me considerei uma pessoa insegura... até há bem pouco tempo. Não sei exactamente como é que isto começou. Este receio, esta obsessão, este medo de não conseguir, de não ser capaz. Não sei exactamente quando isto é que isto começou mas quero desesperadamente que acabe.

Ando chateada. Pensei que fosse com a vida, mas depois de muita (demasiada?) introspecção já percebi que não. Não é com a vida, é mesmo comigo. Por ter permitido a mim própria voltar a entrar nesta espiral pseudo-depressiva que mais parece uma bola de neve. Irrita-me estar constantemente a pensar se alguma vez conseguirei passar dos planos à acção e, por pensar isso, irrita-me estar sempre a questionar as minhas capacidades. A verdade é que, para já, passar dos planos à acção só depende de uma pessoa: eu. 

Sair de casa de manhã e só chegar já depois das 22h00 em nada ajuda. Chego a casa exausta e acordo ainda mais cansada do que quando me deitei, vá-se lá perceber por quê. E entretanto passo o dia a martirizar-me a sentir-me culpada por mais um dia ter passado sem que pusesse os meus planos, ou sonhos, ou o que quer que sejam, em acção. E era tão fácil, pelo menos à primeira vista, fazê-lo. Parece que estão ali, mesmo ao virar da esquina, à espera que lhes pegue e faça qualquer coisa deles.

Acho que preciso de um deadline. Preciso de impor um prazo a mim própria. O mês de Janeiro vai ser tão, mas tão atarefado que até me dá vontade de chorar. Mas não pode haver desculpa. Em Janeiro ou vai, ou racha. Porque pior do que não conseguir efectivamente fazer as coisas, pior do que isso, é esta sensação constante de falhanço, de que não sou suficientemente boa para mudar o rumo da minha vida.

Que o novo ano me traga a coragem que preciso para ser feliz e mais realizada.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mood Board: currently feeling like... crap!



Os meus pensamentos transformaram-se em gigantes pontos de interrogação. Detesto estas fases depressivas... Será que algum dia vou deixar de ter tantas dúvidas que tanto me agoniam? Será?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

...and she said yes #6







E como ao escrever o último post me apercebi que faz precisamente hoje três meses desde que sou noiva, achei por bem fazer um resumo do que já está feito para "o" dia.

Check:

  • Dia
  • Local
  • Catering
  • Fotógrafos
  • DJ
  • Damas de honor
  • Maquilhagem
  • Lingerie
  • Vestido (!!!)
Work in progress:
  • Lista de convidados
  • Convites
  • Convite aos padrinhos
  • Bouquet
  • Penteado
  • Lua-de-mel
  • Sapatos
  • Liga azul
  • Música cerimónia
  • Decoração
  • Bolo
  • Missais
  • Marcadores de mesa

Faltarão mais coisas certamente, mas para já é isto!

O fechar de um ciclo



Acabou ontem, oficialmente, a minha vida de estudante. Não sei se para sempre ou se para já, certo é que, por enquanto, acabou. Sou mestre, não que o título me valha de grande coisa, mas para todos os efeitos, é mais um grau académico.

Confesso que não sei se (mais) este grau académico vai mudar alguma coisa na minha vida, se me vai trazer alguma alegria ou mais-valia. Mas, quanto mais não seja, foi mais uma etapa superada.

Agora que deixei oficialmente de ser estudante - que foi o que fui durante a maior parte da minha vida - apoderaram-se de mim diversos sentimentos contraditórios, que oscilam sobretudo entre o medo e o receio e a ânsia de procurar novos projectos, fazer planos para o futuro, alargar horizontes e me dedicar mais à recente (faz hoje três meses, by the way!) condição de noiva!

A ver vamos no que isto (e por "isto" entenda-se, a minha vidinha) me reserva! I've got my whole life ahead of me (pelo menos é nisto que me tento concentrar quando o medo e o receio são maiores do que tudo o resto).