quinta-feira, 29 de novembro de 2012

E esta, hein?

E esta vontade de escrever que se apoderou de mim, senhores? Ando cá com umas ganas de "deitar tudo cá para fora". Pode ser que funcione como calmante natural. Let's wait and see.

Noites mal dormidas dá nisto



 Juro que acho que fui mordida pela mosca tsé-tsé tal não é o meu sono a TODA a santa hora. Menos à noite claro, que isto de dormir de noite é para meninos. Agora durante o dia, se não estiver a sufocar em trabalho, sufoco em sono. Acoooorda, mulher! Raios, tenho sono.

Há dias assim...








Há dias assim... difíceis. E nos tempos que correm seria mais correcto dizer que há MUITOS dias assim e, por vezes, não são só difíceis são MUITO difíceis.

Saber que por muito (e bem!) que se faça e que se trabalhe, se conseguirá mudar a realidade num local que nos diz tanto é coisa para me deixar muito triste. Por um lado existe a vontade de ajudar a ultrapassar os problemas e levar as coisas a bom porto. Mas, por outro lado, quando decido que também tenho direito a ser egoísta e a pensar um bocadinho em mim de vez em quando, a bolha rebenta e a vontade esfuma-se e é o "ó vontade e motivação, que é feito de vocês?". Porque custa muito darmos tudo de nós e não receber nada troca.
Não há muito que me anime nestes dias, a não ser talvez acreditar no karma, acreditar que se for honesta e der o melhor de mim eventualmente a vida se encarregará de me recompensar, mais cedo ou mais tarde.

Infelizmente o altruísmo não me garante um futuro ou uma vida minimamente estável e às vezes estes wake up calls são mesmo necessários. Tenho que meter na cabeça que não posso continuar a querer ajudar todos à minha volta, sob pena de me deixar a mim em maus lençóis. A vida dos outros não tem (nem deve!) ser, para mim, mais importante do que a minha.

Todos precisamos de motivação para sair da cama de manhã, de sonhos, de projectos. Eu tenho os meus e é a eles que me agarro com todas as forças que tenho e tento (a muito custo, às vezes) continuar a acreditar que se trabalhar e lutar por eles, em breve os sonhos e os projectos deixam de o ser, para passarem a fazer parte do presente e da realidade.

Mas esse dia parece querer tardar em chegar, entretanto é arregaçar as mangas e ir à luta. Por mim e pelos meus sonhos. Esses ninguém mos tira.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dos vícios de Outono #2




Sou pessoa de me contentar com pouca coisa. Fim-de-semana, lareira, manta, filmes e séries intercalados com sestas são coisa para me fazer muito feliz. Já disse que me contento com pouco, não já? Infelizmente ainda me faltam quatro horas para chegar a casa e não é fim-de-semana (ainda!). 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Dos vícios de Outuno #1






Adoro o Outono! Acho que é a minha estação favorita. Adoro as quatro estações, mas acho que o Outono tem mesmo um cantinho especial no meu coração.
O meu novo vício de Outono é este. Tão, mas tão bom! Ontem meti três ao bucho (mas pequenitas, vá). Delicioso. Maçã assada, uma manta, uma lareira acesa e um sofá e eu sou pessoa para ficar feliz da vida por muitas e boas horas.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

November, please be good







Novembro costuma ser um mês intenso de trabalho e correrias. Mas também se esperam muitos fins-de-semana de manta aos pés e leite com chocolate em punho, a 'sofazar'. Continuo a precisar de dias com 30h. Ah, e de descanso. So November, please be good.

 A gerência agradece ;)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Da magia dos livros

Porque há livros e livros. Existem uns que nos prendem do início ao fim e que nos tiram o fôlego (e o sono!) e outros cujo o nome das personagens já nem nos lembramos meia dúzia de dias depois de os terminarmos. 

A trilogia Millennium, do sueco Stieg Larsson, encaixa-se sem margem para dúvidas no primeiro grupo. Há anos (literalmente!) que já não lia com tanta vontade, muito por culpa da falta de tempo - é certo - mas também porque há já muito tempo que um livro (neste caso três!) não me prendia desta maneira. Em menos de duas semanas li os três livros e fiquei a suspirar por mais.

Não consigo deixar de me sentir um bocadinho egoísta por ter tanta pena que o homem tenha falecido o que significa que em vez dos dez livros que tinha pensado escrever, só nos deixou três. Acho que o facto de serem tão, tão bons ainda me deixa com mais pena de não haver mais sete para ler.

Stieg Larsson é um verdadeiro mestre e se um dia conseguir criar uma personagem que exerça em alguém metade do fascínio que Lisbeth Salander de Larsson exerceu em mim considero-me uma pessoa extremamente feliz. Acho difícil alguém não sentir admiração, empatia ou simplesmente fascínio por esta personagem tão complexa que o autor criou. É simplesmente avassaladora, um autêntico fenómeno literário.

Quando estava a começar o segundo livro resolvi ver o filme do David Fincher - Os Homens que Odeiam as Mulheres - com o Daniel Craig e a Rooney Mara e acho que os actores encaixam que nem uma luva nas personagens. A Rooney Mara então é soberba e, aliás, depois de ver o filme e enquanto lia os livros já era impossível pensar em Lisbeth Salander sem a imaginar na versão "Rooney Mara".



À falta de mais livros da saga resta-em agora ler "Os Segredos da Rapariga Tatuada", um livro que aprofunda a sociedade sueca caracterizada por Stieg Larsson, bem como outros detalhes sobre a obra e sobre a vida do autor. Não vai ser a mesma coisa, mas há-de servir para calar o "bichinho" Millennium durante mais algum tempo. Depois disso venham os restantes filmes de Fincher e os filmes da trilogia em sueco.





quarta-feira, 1 de agosto de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O dia em que o meu coração ficou mais pequenino


Hoje o meu coração ficou pequenino, do tamanho de uma ervilha. Hoje o meu coração ficou esmagado, como se tive sido abalroado por um camião.

Hoje tive mais um wake up call, um abanão, um reminder: a vida adulta chegou e veio para ficar. E juntamente com ela vieram mais responsabilidades e tristes, mas inevitáveis despedidas. Ver o grupo (restrito) de amigos que se tornou tão próximo de um dia para o outro, sem saber muito bem como ou quando, desfragmentar-se aos poucos, por força da vida, parte-me o coração. Saber que eles compraram um bilhete de avião para 1200 km daqui - de casa - e saber que esse bilhete, desta vez, é só de ida, deixa-me com um nó na garganta. 

Esse nó tem-me acompanhado a semana toda, por muito que tentasse ignorá-lo ou atribuí-lo a outras causas, a verdade é que as saudades que os amigos, os do peito, aqueles que são mais do que irmãos vão deixar, sufoca-me. O saber que dificilmente voltarei a estar com eles, a não ser em ocasiões especiais, deixa-me simplesmente vazia.

Na última semana parece que arrancaram um pedaço de mim, que ainda não consegui encontrar e devolver a mim própria. Mas a vida é isto, a vida pela qual durante anos ansiei (bolas, quando tiver filhos tenho mesmo de lhes dizer que não devem ter pressa em crescer!) mas, agora que a tenho, dava tudo para poder fazer freeze em alguns momentos e ser tipo Peter Pan, não crescer nunca.


Resta-me o consolo de saber que se algum dia precisar seja do que for (e vice-versa), os meus amigos, eles, as minhas pessoas, se metem num avião no mesmo instante e atravessam o oceano por mim. E eu por eles. Num abrir e fechar de olhos, sem ter de pensar duas vezes.

Por muito longe que estejam, eles sabem que parte de mim e do meu coração lhes pertence e que as memórias maravilhosas ficarão cravadas em mim para sempre.

Obrigada pelo privilégio de termos crescido juntos P., R., S., M., N. São meus para sempre.


Vai pr'aqui um festival de emoções que eu nem sei, credo! :(

domingo, 1 de julho de 2012