quinta-feira, 13 de março de 2014

Da série "odeio pessoas"



Cada vez mais chego à conclusão que o ser humano no geral me irrita. Há espécimes que dão mesmo vontade de esganar... Como por exemplo, as pessoas que criam intermináveis filas de trânsito por que fazem questão de abrandar para ver um acidente, que por acaso aconteceu. Na faixa ao lado. Em sentido contrário. Andem para a frente com as "charruas", POR FAVOR.
Uma pessoa até acorda bem disposta de manhã, com o sol e tal, mas depois depara-se com quilómetros de fila causados pelo infortúnio dos outros que se espatifaram e vá, aborrece-se.
Damn you people!

segunda-feira, 10 de março de 2014

"Éloooouuuuu" ou episódios de uma escapadinha de fim-de-semana

O último fim-de-semana - um dos poucos que iremos ter livres, até ao casamento - foi aproveitado para ir conhecer Sintra. Que falha conhecer tantas cidades por esse Mundo fora e nunca ter ido a Sintra.
A palavra que mais vezes me ocorreu, ao longo do fim-de-semana, foi "breathtaking". Assim mesmo, em inglês e tudo. A Quinta da Regaleira é dos sítios mais bonitos que já visitei em Portugal. Tanto romance, tanto mistério, tanta beleza num só local. Lindo! E desconfio que não explorámos aquilo a cem por cento...!
Mas adiante.
Saímos da Regaleira e fomos ao Castelo dos Mouros. Vistas maravilhosas, um vento absurdo e um pé torcido depois (nada de grave, cinco minutos depois já estava fina), seguimos para o Palácio da Pena, que também estava em pulgas para visitar.
Tudo espectacular... o sol, os jardins, o palácio em si, as vistas e siga visitar o interior do palácio. Quartos e mais quartinhos e salas e salinhas e eis que nos deparamos com uma pequena capela, na sala seguinte. Entrámos, no maior dos silêncios (sou bastante silenciosa neste tipo de visitas... acho que estar sempre a falar é um entrave na absorção da beleza do que os meus sentidos vêem, cheiram, ouvem, etc.). Lá ia eu embrenhada com os meus pensamentos quando um segundo depois de pôr um pé na capela uma senhora/jovem (nem consegui perceber para ser franca), um metro e meio de pessoa, vestida de vermelho, funcionária do palácio (há sempre um(a) por sala) irrompe um muitíssimo irritante e demasiado audível (foi um grito, vá) "hello", que soou assim "ÉLLLLOOOOOUUUUU", na voz mais fina e estridente que há memória - e olhem que se há coisa que a minha voz nasalada me deu foi uma certa dose de tolerância para vozes chatas. Eu a aguentar as lágrimas e o riso, o homem com cara de "o que é que foi isto?!" e a mulher com cara de "então não ouviram este grito estridente? vou ter de repetir?". E nisto, antes que viesse daí outro ÉLLLOOOOOUUUU, o homem responde, a medo, um muito seco "boa tarde". E o que é que a senhora resolve fazer, como se não tivéssemos percebido a mensagem em inglês, irrompe um muitíssimo irritante e demasiado audível (foi mais um grito, vá), ali, na capela do D. Fernando II e da D. Amélia, "BOAAAAA TARRRRDEEEEEE". Eu a conter lágrimas e riso, o homem a ponderar fugir da capela - sim, que entretanto ainda não tínhamos passado da entrada - e a o meio metro de pessoa vestida de vermelho pergunta:
- "entãoooo, de onde sãaaaaooo?" - perguntas senhores? a pessoa de vermelho resolveu fazer perguntas! porquêêê? era o Senhor a testar os meus limites!
- "Porto" - assim, curto e grosso. 
- "aiiiii fico tão feliz por estarem aquiiiii!!! hoje já tivemos muitas visitas do Porto. aiiii, que bommmm"
Já não aguentava mais, peguei no homem pela mão e fui-me rir - disfarçadamente - para o interior da capela.
O Palácio da Pena é lindo e o meio metro de pessoa vestida de vermelho tornou aquela manhã/início de tarde inesquecível. Choro a rir só de me lembrar. Mesmo.

E se a senhora fosse antes trabalhar para a Quinta da Regaleira e gritasse ÉLLLOOOOUUUUU do fundo do Poço Iniciático lá para cima? Hein? Priceless, aposto.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Her Secrets #2

Plantou um dos cadeirões da sala mesmo em frente à porta de casa. Ia ser a primeira coisa que ele ia ver mal abrisse a porta. Estava num daqueles dias em que o odiava quase tanto quanto o amava. Como era possível odiar e amar tanto alguém? Não sabia. Os anos passavam e ela continuava sem perceber. Mas estava disposta a canalizar tamanhas energias para algo positivo. Ia ser a primeira coisa que ele ia ver mal abrisse a porta. Ela, sentada no cadeirão, os olhos muito verdes sobressaíam na maquilhagem negra e os lábios vermelhos pareciam mais carnudos que nunca, no seu trench-coat bege, só com lingerie por baixo.
Estava farta do drama e das discussões, das indirectas e das chatices. Ia resolver as coisas com a sua melhor arma: a sedução.
Ninguém a podia acusar de não ser sensual. Ele não a podia acusar de não ser sensual, só o fazia porque sabia que era (mais) um duro golpe na sua auto-estima. Era linda e qualquer homem que a via ficava instantaneamente enfeitiçado. Poderia ter qualquer um, mas só o queria a ele. Ele quem nem a valorizava. Odiava-o. Odiava-o por tanto o amar.
Ouviu a chave rodar na fechadura e pensou: "que comece a brincadeira".

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Her Secrets #1

Olhava para o que tinha feito com um misto de alívio, nojo e ódio. Nunca o tinha odiado tanto como naquele momento. O momento em que ele deixou de ser o seu "salvador", o seu príncipe encantado, para ser a pessoa que a fez regredir dez anos, para ser a pessoa que a magoara àquele ponto.
Odiava-o, a ele, o seu amor, e tinha nojo de si própria. Nojo por ser fraca e se deixar afectar daquela forma. Mais uma vez. Ao fim de tantos.
Mas sentia alívio porque, apesar de tudo, a dor física fazia-a esquecer que, por dentro, estava morta.
Via o sangue escorrer-lhe dos pulsos para o vestido branco - o preferido dele! - e sentia um misto de alívio, nojo e ódio.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Current feeling.

Há dias em que a linha que separa o amor do ódio é mesmo muito ténue.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Let's go!

Serve o presente post para confessar que não me tenho portado nada, nada bem. Ah e tal, resoluções de ano novo, e "este ano é que vai ser diferente", "este ano é que as vou cumprir", "este ano é que vou deixar de ser «preguiçosa»". Humm, não. Até ver tenho sido mais desleixada do que em qualquer outro "ano novo".

Do post das resoluções para 2014 os pontos 1), 2) e 3) têm sido cumpridos com algum rigor. O 4) e 5), até ver, estão esquecidos.
A dieta do ponto 6) só não foi cumprida durante uma semana, por motivos de força maior, mas hoje voltei à carga.
O ponto 7) é onde "a porca torce o rabo". Há vontade de me agarrar aos tais projectos com unhas e dentes mas depois, vai-se a ver, e o dia acaba e eu tornei a adiar para "amanhã". Que ganas! Que raiva que isto me dá! Mas, bolas!, desta semana não há-de passar.
Os pontos 8) a 14) são work in progress, a cumprir - e manter! - ao longo de todo o ano.

Let's go! No more excuses!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Bonjour, 2014!

Com uma semana de atraso, mas aqui ficam as resoluções para 2014:


  1. Carregar menos vezes (muito menos vezes!) no "snooze"
  2. Acordar mais cedo
  3. Deitar mais cedo
  4. Passear mais (e resistir ao chamamento do sofá) aos fins-de-semana
  5. Gastar menos dinheiro em roupa (50€/mês será o meu limite, de agora em diante)
  6. Levar a dieta, iniciada ontem, até ao casamento ("pausas" permitidas: Páscoa e aniversários)
  7. Dedicar-me a sério, e em força, aos três projectos que tenho em stand-by há demasiado tempo
  8. Procurar um novo desafio (e melhor, que ninguém quer mudar para pior, verdade?)
  9. Não me tornar numa bridezilla
  10. Ser mais paciente e tolerante
  11. Pensar menos (pode parecer parvo, mas não é, trust me)
  12. Preocupar-me menos com coisas que não importam
  13. Não baixar os braços. Nunca.
  14. Ser melhor filha, namorada, irmã e amiga.

Lembrei-me entretanto de outra resolução: tratar (mais e) melhor de mim. Isto é, maquilhar-me mais vezes e andar mais arranjadinha, já que das olheiras não há quem me salve - estão cá, todos os dias, batidinhas - ao menos que evite a cara de zombie e os dias em que me sinto um pequeno texugo.

E desengane-se quem julga que cumprir estas resoluções vai ser fácil! A ver vamos! 



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Au revoir, 2013!



Ano novo e hora de passar 2013 em revista... Coisa que, aliás, já devia ter feito, mas andei muito ocupada a (tentar) preparar um réveillon de arromba.

E o que me trouxe 2013? Ora bem... 
Foi em 2013 que ganhei mais um grau académico. Com momentos bons e outros de completo desespero, lá consegui acabar o mestrado. Depois de muito trabalho e de muitas horas roubadas ao sono, a 17 de Dezembro consegui alcançar (mais) uma meta.
Foi em 2013 que fiz questão de por fora da minha vida quem não interessava e quem não me respeitava e, em troca, o universo "deu-me" uma nova amiga, daquelas que, desconfio, são para a vida.
Foi em 2013 que aprendi a ser mais calma, menos ciumenta e mais tolerante. Pelo menos assim espero, embora saiba que ainda há trabalho a fazer neste departamento.
Foi em 2013 que percebi que não me posso acomodar. Está na altura de mudar de vida e de crescer. Profissionalmente falando.
Foi em 2013 que decidi que em 2014 me ia dedicar a três grandes projectos que andam na gaveta dos sonhos há demasiado tempo.
Foi em 2013 que me afastei de tudo o que era acessório na minha vida e me foquei naquilo e, sobretudo, naqueles que são realmente importantes.
Foi em 2013 que tive saudades dos meus amigos, como nunca tinha tido até então. Mas é bom saber que, de cada vez que estamos juntos, é como se o tempo recuasse e eles nunca tivessem ido embora da minha beira.
Foi em 2013 foi o ano em que tive o Verão da minha vida, com tudo a que se tem direito: praia, passeios, amor, amigos, dançar toda a noite, etc.
Foi em 2013 que no final do Verão, quando pensava as férias não poderiam ser melhores, o meu namorado apanhou um avião e me fez a maior surpresa de todas.
Foi em 2013 que fiquei noiva.

As expectativas para 2014 estão altíssimas. Segue-se o post (também atrasado) das resoluções para este ano.