quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Da magia dos livros

Porque há livros e livros. Existem uns que nos prendem do início ao fim e que nos tiram o fôlego (e o sono!) e outros cujo o nome das personagens já nem nos lembramos meia dúzia de dias depois de os terminarmos. 

A trilogia Millennium, do sueco Stieg Larsson, encaixa-se sem margem para dúvidas no primeiro grupo. Há anos (literalmente!) que já não lia com tanta vontade, muito por culpa da falta de tempo - é certo - mas também porque há já muito tempo que um livro (neste caso três!) não me prendia desta maneira. Em menos de duas semanas li os três livros e fiquei a suspirar por mais.

Não consigo deixar de me sentir um bocadinho egoísta por ter tanta pena que o homem tenha falecido o que significa que em vez dos dez livros que tinha pensado escrever, só nos deixou três. Acho que o facto de serem tão, tão bons ainda me deixa com mais pena de não haver mais sete para ler.

Stieg Larsson é um verdadeiro mestre e se um dia conseguir criar uma personagem que exerça em alguém metade do fascínio que Lisbeth Salander de Larsson exerceu em mim considero-me uma pessoa extremamente feliz. Acho difícil alguém não sentir admiração, empatia ou simplesmente fascínio por esta personagem tão complexa que o autor criou. É simplesmente avassaladora, um autêntico fenómeno literário.

Quando estava a começar o segundo livro resolvi ver o filme do David Fincher - Os Homens que Odeiam as Mulheres - com o Daniel Craig e a Rooney Mara e acho que os actores encaixam que nem uma luva nas personagens. A Rooney Mara então é soberba e, aliás, depois de ver o filme e enquanto lia os livros já era impossível pensar em Lisbeth Salander sem a imaginar na versão "Rooney Mara".



À falta de mais livros da saga resta-em agora ler "Os Segredos da Rapariga Tatuada", um livro que aprofunda a sociedade sueca caracterizada por Stieg Larsson, bem como outros detalhes sobre a obra e sobre a vida do autor. Não vai ser a mesma coisa, mas há-de servir para calar o "bichinho" Millennium durante mais algum tempo. Depois disso venham os restantes filmes de Fincher e os filmes da trilogia em sueco.





quarta-feira, 1 de agosto de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O dia em que o meu coração ficou mais pequenino


Hoje o meu coração ficou pequenino, do tamanho de uma ervilha. Hoje o meu coração ficou esmagado, como se tive sido abalroado por um camião.

Hoje tive mais um wake up call, um abanão, um reminder: a vida adulta chegou e veio para ficar. E juntamente com ela vieram mais responsabilidades e tristes, mas inevitáveis despedidas. Ver o grupo (restrito) de amigos que se tornou tão próximo de um dia para o outro, sem saber muito bem como ou quando, desfragmentar-se aos poucos, por força da vida, parte-me o coração. Saber que eles compraram um bilhete de avião para 1200 km daqui - de casa - e saber que esse bilhete, desta vez, é só de ida, deixa-me com um nó na garganta. 

Esse nó tem-me acompanhado a semana toda, por muito que tentasse ignorá-lo ou atribuí-lo a outras causas, a verdade é que as saudades que os amigos, os do peito, aqueles que são mais do que irmãos vão deixar, sufoca-me. O saber que dificilmente voltarei a estar com eles, a não ser em ocasiões especiais, deixa-me simplesmente vazia.

Na última semana parece que arrancaram um pedaço de mim, que ainda não consegui encontrar e devolver a mim própria. Mas a vida é isto, a vida pela qual durante anos ansiei (bolas, quando tiver filhos tenho mesmo de lhes dizer que não devem ter pressa em crescer!) mas, agora que a tenho, dava tudo para poder fazer freeze em alguns momentos e ser tipo Peter Pan, não crescer nunca.


Resta-me o consolo de saber que se algum dia precisar seja do que for (e vice-versa), os meus amigos, eles, as minhas pessoas, se metem num avião no mesmo instante e atravessam o oceano por mim. E eu por eles. Num abrir e fechar de olhos, sem ter de pensar duas vezes.

Por muito longe que estejam, eles sabem que parte de mim e do meu coração lhes pertence e que as memórias maravilhosas ficarão cravadas em mim para sempre.

Obrigada pelo privilégio de termos crescido juntos P., R., S., M., N. São meus para sempre.


Vai pr'aqui um festival de emoções que eu nem sei, credo! :(

domingo, 1 de julho de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

E ao milésimo dia... o descanso







E depois de meses de correrias constantes de segunda a sexta-feira e de fins-de-semana que conseguiam ser ainda mais agitados do que as semanas eis que chegou o mais do que merecido dolce fare niente.

Pena ter sido só domingo (sábado ainda houve muito trabalhinho para fazer), mas soube-me tão tão bem! Pude dedicar-me à casa, à cozinha, às séries, ao sofá (sobretudo ao sofá! e que saudades tínhamos um do outro!) e foi bom, até porque estava à beira de um esgotamento. Foi bom ir para cama sem pensar que no dia seguinte teria que fazer quinhentas mil coisas para além de trabalhar. Foi bom não pensar.

E hoje vou retomar as minhas corridas de final do dia, mal saia do trabalho. Vai-me saber pela vida, de certeza.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

terça-feira, 22 de maio de 2012

Do passar do tempo

As horas passam, os dias passam, os meses passam e a minha vida continua a seguir a uma velocidade estonteante. Há a velocidade cruzeiro e depois há a velocidade a que correm os meus dias. Lado positivo? Quando der por ela já estou deitada numa praia ou enfiada num avião, de férias.

Inspira. Expira. (repetir vezes suficientes até ganhar coragem para continuar)

terça-feira, 1 de maio de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

sábado, 3 de março de 2012